sábado, 10 de dezembro de 2011

Para Vinícios de Morais: um dos contos da mamãe Léia

Chapeuzinho Azul e o Poeta Ipanema

Era uma vez uma linda menina chamada Chapeuzinho Azul.
Seu codinome era esse porque ela sempre usava seu capuz azul, presente de sua fada madrinha.

Ela vivia em Copacabana, nasceu no Brasil, não se sabe ao certo em que estado e cidade. O fato é que ela cresceu no Rio de Janeiro.

E, quando ia a praia, seu capuz virava canga. Durante as aulas, o capuz virava agasalho, protegendo-a da brisa fria que entrava pelas largas janelas da faculdade de letras.

Ela não sabia explicar como ou porque, mas sempre cantava uma canção assim:
“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é  essa menina que vem e que passa, seu doce balanço a caminho do mar ”...

Enquanto isso, vivia em Ipanema, tambem no Rio de Janeiro, um jovem poeta e cantor.

Uma de suas composições estava pela metade há muito tempo. Estranhamente lhe faltava a primeira parte da canção. E, por mais que tentasse, a primeira parte não lhe vinha a mente...

Apenas o pedacinho de sempre:
“Moça do corpo dourado do sol de Ipanema o seu balançado e mais que um poema e a coisa mais linda que já vi passar”...

Em busca de inspiração, ele mirava a lua e as estrelas toda noite, com o violão nas mãos. Durante o dia ele admirava as lindas garotas de Ipanema, mas, em nenhuma delas, por mais que buscasse, encontrava sua musa inspiradora.

Aconteceu que um dia, Chapeuzinho Azul combinou de ir ao cinema com uma amiga da faculdade que morava em Ipanema.

E, coincidentemente, elas combinaram de se encontrar bem em frente ao banquinho onde o poeta costumava se sentar.

E, enquanto esperava ela começou a cantarolar sua canção:
“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é essa menina que vem e que passa, seu doce balanço a caminho do mar ... ”

Ouvindo aquela voz o poeta se virou na direção de Chapeuzinho Azul e completou a canção:
“Moça do corpo dourado do sol de Ipanema o seu balançado e mais que um poema é a coisa mais linda que já vi passar”...

Foi um instante mágico!

O poeta entendeu então que sua musa não era de Ipanema e, por isso a canção não se completava...
Chapeuzinho, por sua vez, compreendeu que toda sua vida a conduzira àquele encontro. Sua canção era seu guia...

Eles se apaixonaram e viveram uma linda história. E o amor deles foi infinito enquanto durou!